Pela manhã recebi a fatídica notícia sobre esse incêndio. Consternado, porém muito atribulado, procurei não me aprofundar. Já a noite, depois de dirigir 150 km em busca de final de semana em paz, foi inevitável. Acompanhei o noticiário e pronto. É como se Deus tivesse me dito: senta e agora perceba a intensidade dos fatos.
Comovido e em prantos, chorei, como todo e qualquer pai que busca realizar o sonho do filho, que sai em campo, nos quatro cantos do mundo. Assisti um vídeo onde o jogador estava na cena do incêndio e, chorei mais ainda, pois quem tem filho adolescentes sabe que sua linguagem muito se assemelha uns aos outros.
Meu choro não só de um ser humano que se sensibiliza com a dor do outro. Chora o homem, chora o poeta, chora o pai, mas, sobretudo, chora o pai de um atleta de futebol, que na busca de realizar o sonho do filho, atravessa divisas territoriais, com o escopo de apresentar o talento do filho. Assim fiz no Foz do Iguaçu FC, no Noroeste EC e no Santacruzense, clubes do interior paulista.
Me coloco no lugar deste que, viveram acordados o sonho dos filhos e se despertam diante deste pesadelo.
Choramos todos por essa tragédia em vermelho e preto.
Junior Moreira
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