terça-feira, 11 de outubro de 2016

Sobre o WhatsApp e as Rede Sociais. Urgentíssimo!!

       Há algum tempo venho percebendo um certo modismo inserido  nas redes sociais. Que as redes sociais tornaram as notícias mais dinâmicas, fazendo com que se tome conhecimento do fato, imediatamente, após o ato, não se pode negar. Costumo dizer que: Tudo na vida tem os dois lados: o lado bom e ou lado ruim. Nesse caso podemos citar a Velocidade x Veracidade.  Se por um lado  a notícia nos chega velozmente. Por outro lado, em alguns casos, não temos certeza da sua legitimidade. Com isso, muitas das vezes, lemos, nos sensibilizamos  e repassamos aquela informação. Quer seja alarmante, quer seja de utilidade pública. E isso acontece naturalmente, pela correria do dia a dia.  
      Devem ter uns dois anos que recebi via WhatsApp, a mensagem com foto de um menino em frente a uma churrasqueira. Na legenda dizia ter 08 anos, e que o garoto, morador  de Niterói-RJ, havia sido sequestrado. Dias depois,  circulou a notícia que era falta a informação sobre esse sequestro. Também pelas redes sociais, circulava a foto de um rapaz negro, trajando paletó  e gravata. Foto posada ( com o rapaz olhando firme para a lente). Dividia a  foto, a imagem de uma casa, como essas do mercado imobiliário. A legenda trazia informações que tratava-se de um estuprador, invasor de imóveis. Ao ler, me fiz as seguintes perguntas: 1) O rapaz está uma foto social, como posso julgá-lo ou repassar  a informação?; 2) A imagem composta com um imóvel, mais parecia com um cartão de alguém do ramo imobiliário; e 3) Não havia relato de alguma vítima ou da polícia. Então como poderia eu afirmar que aquele rapaz era um estuprador?  É o que acontece quando repassamos o que recebemos. A partir daí, somos nós que estamos informando aos nossos contatos aquele fato.
       O caso acima me remete ao acontecido no ano de 2014, na cidade do Guarujá - SP, quando a dona de casa Fabiane Maria de Jesus foi espancada até a morte, ao ser confundida com uma sequestradora de crianças. O que fazer? Pedir desculpas aos filhos dela ? Então com 12 e 01 ano.  Dizer que ela foi morta porque achou-se que era o que não se tinha certeza?
 Vejam a importância da veracidade da informação.
        Recentemente assisti um vídeo no Facebook. Nele, um homem negro se defendia da falsa acusação de ter cometido vários crimes em diversos cidades do estado do Rio de Janeiro. A falsa notícia continha sua foto e fazia um alerta à população. Carlos Luiz Batista  fez do vídeo um verdadeiro desabafo e, graças à Deus, li nos jornais, que está funcionando, pois a repercussão vídeo de defesa tomou dimensões maiores do que a falsa informação. Nesse caso, ele ainda teve tempo de se defender.
        Quem nunca recebeu a mensagem: "(...) Não perca hoje a noite no JN! Deu no New York Times! Foi desbaratada uma quadrilha"...  A segunda vez que li essa mensagem, foi em junho de 2014, (A primeira vez,  apenas li). E  ela continua circulando.  Outra mensagem curiosa, ou melhor, mentirosa, é aquela "(...) A Instituição XXX está disponibilizando  XXX (uma quantidade significativa) de cadeiras do rodas...  Divulguem e liguem para o telefone fixo  XX XXXX-XXXX".  Pois bem, certa vez, resolvi ligar. Atenderam do Zoológico do Rio, o funcionário acrescentou que o telefone passa o dia tocando por conta dessa falsa informação.
        É válido que repassemos notícias e informações para o bem dos nossos amigos e contatos, mas precisamos tem em mente que a partir do momento que passamos a informação adiante, vidas podem ter seus destinos mudados por conta daquela mensagem. Se contribuirmos  para o bem na  vida do próximo, ótimo.  Mas mensagens inconsequentes também podem trazer danos irreparáveis. 
     Que possamos refletir com tranquilidade, sobretudo com responsabilidade, na hora de repassarmos essas tantas mensagens que recebemos diariamente. Até porque, em alguns casos, deixar de repassar aquilo que não temos certeza pode se visto como precaução. E isso não faz mal à ninguém.
                                                                          
                                                                                                                  Junior Moreira