Não me sinto melhor do que ninguém.
Não me sinto pior do que ninguém. Nessa distância entre o melhor e o pior, reconheço a necessidade de melhorar sempre. Enquanto ser humano que ganha mais um dia de vida, então penso: amanheceu, acordei, estou em uma sala de aula, tenho muito a aprender, na tentativa de uma avaliação melhor do que o dia, a aula de ontem. A escola? É a vida. O Diretor dessa escola? É Deus. As avaliações? São cada gestos meus, cada atitude e, sobretudo, cada resultante no final do dia. É a equação entre tudo que fiz, tudo que teve minha aprovação e tudo que precisa de uma nova avaliação por não ter sido aprovado pela minha consciência. Sim, minha consciência é a coordenadora dessa escola chamada vida. A resultante dessa equação é o equilíbrio, são as muitas auto-avaliações. Muitas reflexões, sobretudo, antes de qualquer gesto. Quando mais exercito isso, mais vejo a possibilidade de erro, que quando visto antecipadamente, pode ser evitado.
E é por pensar assim, por buscar sempre o equilíbrio que não me plugo em religião, crendices ou qualquer cegueira ou bitolação.
Há quem goste muito de falar, de orientar, de aconselhar, mas quem gosta realmente está potencializado para tal, ou pensa que está? Será que quem se diz pronto pra amostrar os exemplos, realmente vive de forma exemplar? A resultante da vida desses, é de fato um exemplo? Procuro separar exemplos e referência do oportunismo, as vezes, trata-se de uma linha muito tênue.
Junior Moreira
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