segunda-feira, 8 de outubro de 2018

A urna


Enquanto espero a vez na urna,
Escrevo.
A urna apagou.
Não sei se poema ou poesia,
Mas é o que faço enquanto espero,
Fazer o que?
A urna infartou...

É o que me resta fazer,
Pra votar nos legisladores que quero,
A cabeça poluída de tanto ouvir besteiras,
É o que passo,
Quando ouço a impaciência brasileira...

Seja no ônibus,
Seja na zona eleitoral,
Percebo uma população inculta,
Que não se situa,
Que fala besteira e não se preocupa...

Todos têm pressa .
Mas pressa pra quê?
Pressa pra beber,
Pressa pra nada fazer,
Pressa pra falar dos outros,
Ninguém preocupado com verdadeira causa da eleição,
Todos têm pressa...

Nem que seja,
Pressa pra se fuder,
Mas todos têm pressa...
                                           Junior Moreira

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