Parece que sou fadado a conviver em uma áurea onde a confiança não pode permanecer. Busco em mim erros e defeitos que me conduzem a isso. E, é claro que os encontro. Mas confesso que há momentos em que não encontro. Lógico que pago um preço - e que preço alto - por esse meu jeito palhacinho de ser. Pago o alto preço de ser feito de palhaço, até mesmo nas horas em que não me disponho à sê-lo. Enfim, poesia e fotografia não rima com confiança.
É, talvez eu conviva bem com a câmera, com as lentes e com as letras, mas não tenha dignidade pra ter alguém em que eu possa confiar...
Esse texto é antigo, mas bem atual.
Junior Moreira
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