terça-feira, 7 de junho de 2016

Arraiá do Brasil

       Não tenho por hábito escrever sobre outros temas, exceto quando escrevo por encomenda. Como fui classificado  no Poeta Saia da Gaveta, sou poeta romancista, assim procuro não fugir ao seguimento. Todavia, o fato de não escrever, não significa que não tenha opinião sobre os mais variados temas. Como todo cidadão, vivo em meio a um leque de variedades.
        Assistindo ao telejornal, chegou a informação do cronograma do processo de impeachment da Presidente Dilma. (Prefiro ser fiel à gramática e usar o termo comum de dois - Presidente). Soma-se à isso, as ida e vindas das indicações  e nomeações que caem por supostos envolvimentos em escândalos. Enquanto isso, o atual Ministro do Planejamento traça metas fiscais com o escopo de conter a peçonhenta inflação. Há propostas para a Taxa SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia); projeções para os pontos percentuais da inflação anual;  atrativos para resgatar a confiança dos investidores; mecanismos para o crescimento, tanto na geração de empregos quanto no aumento da linha de produção. Por outro lado, se  vê o advogado da Presidente Dilma comemorar a extensão do prazo para a defesa do processo de impeachment.
         Então vamos lá! Achou confuso? Eu também! 
         Pois que, enquanto uma turma faz indicações, nomeações e projeções para a retomada do crescimento do Brasil, há uma outra turma se montando, embasando-se de brechas jurídicas para o seu retorno ao cockpit do país.  E entre esses desencontros de interesses pessoais que visam deixar suas marcas na história da pátria, ficam os brasileiros, com seus trajes a caráter dançando em uma típica festa Junina, Julina, Agostina e quiçá Setembrina (ou enquanto durarem nossos estoques). Enquanto nossa batata assa na fogueira da economia, estamos pela voz do locutor que dita os passos à nação;
       Olha a Presidenta! É mentira!!!  Agora é o novo Presidente!  Finge que vai, mas não vai !!! 
       Olha a cobra! (nesse caso a inflação) É verdade!! 
          E assim vamos nós, todos os dias, driblando a violência para voltarmos pra casa! Ops! a violência, a falta de escolas, a escassez nos hospitais, o caos da mobilidade urbana, Enfim, entre encontro e desencontros,  segue o povo no típico "Caminho da Roça"!
                                                                                 

                                                                                   Junior Moreira
                                                      Mas poderia ser o Chico Bento